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INFLUÊNCIA DA ESTÉTICA NA QUALIDADE DE VIDA DE INDIVÍDUOS IDOSOS

A expectativa de vida tem aumentando muito nestes últimos anos, e com isso indivíduos idosos estão buscando opções mais saudáveis para viver essa fase da vida. Este Artigo trata-se de uma revisão bibliográfica sobre a influência da estética na qualidade de vida dos indivíduos idosos. As buscas dos artigos científicos foram realizadas de outubro de 2018 a março de 2019, nas bases de dados (Scielo, Bireme, Google Acadêmico).A preocupação com o cuidado corporal, com a imagem e a estética enquanto beleza, desperta o interesse diminuído nas pessoas. A beleza na velhice significa cuidado com a saúde e cuidado e com o corpo. A realidade do envelhecimento populacional vem revelando que o cuidado com a autoimagem teve um grande crescimento, com isso melhorando a qualidade de vida, restaurando a forma e função de partes do corpo, trazendo assim uma mudança na autoestima do idoso. A estética segue influenciando com muita eficácia, os indivíduos idosos, mostrando o quanto é bom envelhecer e estar de bem consigo mesmo, tendo a estética inserida neste contexto.

INTRODUÇÃO

A organização mundial de saúde (OMS) define o idoso como sendo o indivíduo com mais de 60 anos. No Brasil, a Portaria nº 2.528 do Ministério da Saúde de 19 de outubro de 2006, aprova a política nacional de saúde da pessoa idosa, que tem por finalidade: “recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos”.

O envelhecimento é um processo natural, mas que pode ser acelerado em razão de fatores externos como o excesso de sol, estresse e o fumo, e é um processo vital inerente a todos os seres humanos. Com o passar dos anos, a pele e os outros órgãos, sofrem alterações fisiológicas que provocam a diminuição das suas funções, causando o envelhecimento. A pele se torna mais fina, perde gordura e vai ficando com aparência de estar mais “enrugada” e sem firmeza (LEONARDI, 2008). Um dos maiores enigmas da vida é o envelhecimento, pois além do nascimento e da morte, é a única experiência vivenciada por todos os seres humanos. Por ser algo sempre presente, é difícil de compreendê-lo ou explica-lo (SPIRDUSO, 2005). A velhice é a última fase do ciclo da vida, as quais são caracterizadas por redução da capacidade funcional, calvície e redução da capacidade de trabalho e resistência, entre outras, associam-se á perda dos papéis sociais, solidão e perdas psicológicas, motoras e afetivas (NETTO, 2002).

A população cresce a cada ano, com mais expectativa de aproveitar a vida de uma maneira saudável e produtiva. A preocupação com a qualidade de vida para o idoso está se tornando cada vez mais frequente. Sendo assim, os idosos têm buscado cada vez mais alternativas para se viver melhor e com mais conforto, encarando de maneira mais natural o processo do envelhecimento, além de buscar ferramentas que minimizem os efeitos da velhice sobre a pele, onde a estética tem se mostrado como uma grande aliada (SPIRDUSO, 2008). Ao compreender o modo de vida das pessoas da mesma faixa etária, como no caso a terceira idade, enquanto sujeitos transformadores que compartilham um conjunto de valores e experiências culturais, é possível proporcionar a estes consumidores a qualidade de vida a que tem direito. Sendo assim, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a influência da estética na qualidade de vida de indivíduos idosos.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de revisão de literatura, no qual houve uma busca exploratória para a construção de hipóteses de materiais já elaborados, revisados e publicados. As buscas dos artigos científicos foram realizadas de outubro de 2018 a março de 2019, nas bases de dados (Scielo, Bireme e Google Acadêmico). Foram selecionados artigos que continham os assuntos: estética, idoso, envelhecimento, velhice, autoestima, cosmetologia, qualidade de vida.

Foram adotados os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos 15 anos que contemplavam o tema de pesquisa. Foram excluídos os artigos que não estavam disponíveis na íntegra.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O levantamento de dados desta revisão mostrou que a maioria do público idoso relata melhoria na qualidade de vida e bem-estar, após serem submetidos á tratamentos estéticos, e houve uma grande satisfação com a sua autoimagem.

Dos 14 artigos selecionados, somente três relataram a necessidade de novos estudos correlacionando o envelhecimento com a estética e suas futuras repercussões.

O processo de envelhecimento provoca mudanças nas estruturas do corpo e nas suas funções. Pode ser causado por fatores internos, ou por fatores externos (como exposição solar, tabagismo, alcoolismo (DEBERT, 2004)). A pele é o maior órgão do corpo humano, que se divide em três camadas de tecidos: epiderme-uma camada superior, derme-uma camada intermediária, hipoderme uma camada profunda (LEONARDI, 2008).

Com o aumento geral da sobrevida da população, é importante ressaltar a importância de garantir aos idosos não apenas maior longevidade, mas felicidade, qualidade de vida e, satisfação (JOIA et al., 2007). O fato de simplesmente o indivíduo manter-se sem doença pode não significar uma boa qualidade de vida. Existem pessoas que, embora sofram enfermidades crônicas, permanecem relativamente felizes, aceitando e convivendo bem com a sua condição (TERRA, 2001). Hoje se percebe uma supervalorização do corpo e uma correlação direta com a automação. No mundo atual, cuidar do corpo deixou de ser considerada atividade supérflua e virou uma questão de saúde que gera emprego, renda e divisa ao Brasil, além de elevar a autoestima (OKAMOTO, 2011; ABIHPEC, 2010).

A terceira idade é postulada como o ponto culminante de uma linha abstrata, convencionalmente instituída como condutora da vida, consequentemente uma segunda idade, que compreende a maturidade.

A velhice é vista como representação coletiva, começa mesmo que de forma tímida, a mostrar outro estilo de vida para os idosos, que ao invés de ficarem em casa, isolados, saem em busca do lazer, saem para bailes, viagens (LIMA, 2001). O envelhecimento populacional vai remodelar inexoravelmente o mundo que conhecemos. O desafio é conhecer as mudanças que já afetam diretamente a qualidade de vida da população idosa (SUZMAN et al., 2015).

Os idosos tendem a perder a autoestima devido as mudanças na sua aparência e função, e também devida ás perdas ou separações de entes queridos e à redução de ganho e posição social a cessação do trabalho. Sendo assim, ações que favoreçam o aumento da autoestima do idoso são vistas como importantes para afastá-los de desordens mentais (MOLAVI et al., 2015). Para o idoso, as cirurgias estéticas, juntamente com procedimentos estéticos pouco invasivos, podem atenuar os aspectos mais visíveis do envelhecimento, melhorando, assim, a sua autoestima (FERREIRA, 2000). São diversas as opções de procedimentos e tecnologias de ponta disponíveis como: limpeza de pele, radiofrequência para flacidez, peelings faciais, máscaras e tratamentos específicos para melanoses, laser, carboxiterapia, entre outros tratamentos disponíveis no mercado (CONI, 1996).

Tradicionalmente a estética é entendida como o ramo da filosofia que estuda o belo e as bases da arte propriamente (CALDAS FILHO, 2008). A palavra estética vem do grego aisthesis e significa “faculdade de sentir”, compreensão pelos sentidos, percepção totalizada (POLAK et al., 1999). O conhecimento estético que é utilizado no cenário do cuidado ao ser idoso é repleto de sensibilidade, sentidos e significados e é neste contexto que a ética está inserida, constituindo o processo de cuidar em gerontologia (BELLATO, 2005). Desenvolver e aprimorar conhecimentos sobre a ética e estética permite ao profissional exercer maneiras apropriadas para construir o cuidado do idoso, promover aproximação e interação contínua e constante com estes indivíduos (POLAK et al., 1999).

Atualmente, cuidar do corpo deixou de ser considerada atividade supérflua e virou uma questão de saúde que gera emprego, renda e divisas ao Brasil, além de elevar a autoestima (OKAMOTO, 2011). A estética pode ser um grande aliado na automotivação, no bem-estar e na construção da autoimagem. Afinal, cada vez mais, as pessoas procuram ter qualidade de vida, eliminando estresse e melhorando sua aparência de forma saudável (PALACIOS, 2007).

Para que se obtenha qualidade de vida na terceira idade, é importante considerar alguns fatores: bem-estar físico e psicológico, nível de independência, relações sociais, ambiente de trabalho e lazer, religiosidade, entre outros. É possível envelhecer com saúde, qualidade de vida, tendo como aliada nesse processo a estética, conscientizando os idosos da importância dos cuidados estéticos aumentando assim a sua autoestima e proporcionando bem-estar a eles.

Para conseguir acompanhar a crescente mudança no conceito de terceira idade, profissionais da área de estética vêm se dedicando cada vez mais a esse público que cresce a cada dia (AUGUSTO et al., 2008). Nos dias atuais podemos perceber um aumento da preocupação dos indivíduos idosos em relação à alimentação e a saúde do corpo, para manter uma aparência mais conceituada, ou seja, adaptar-se as mudanças ao longo do processo de envelhecimento e encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e ficar feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudável (AZEVEDO, 2007). Se torna cada vez mais necessários estudos que complementem o tema em questão.

CONCLUSÃO

Com base nos estudos apresentados, observa-se que a influência da estética é de suma importância para dar qualidade de vida e melhorar a autoestima das pessoas idosas. O especialista em estética consegue, através de seu trabalho, desenvolver maneiras de amenizar a velhice através do uso de aparelhos e cosméticos, proporcionando aos idosos uma vida plena e satisfação com a sua autoimagem.

Entender o processo do envelhecimento é essencial para se desenvolver maneiras para um melhor tratamento e acompanhamento do individuo idoso. O profissional esteticista deverá conhecer bem o seu paciente e sempre indicar o seu tratamento continuado, para um melhor resultado do seu trabalho e, assim, aumentar a cada dia a autoestima do seu paciente, proporcionando momentos de felicidades para o mesmo e aumentando a qualidade de vida do indivíduo idoso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://abihpec.org.br/anuario-abhpec2010/. Acesso em 05 set.2016.

AUGUSTO, A. B. et al. Curso didático de Estética, v1. São Caetano do Sul, SP: Yends Editora, 2008.

BELLATO, R; PEREIRA, W.R. Direitos e vulnerabilidade: noções a serem exploradas para uma nova abordagem ética na enfermagem, Texto Contexto Enfer. Jan-Mar, v. 14 n.(1): pag. 17-24, 2005.

CONI, NICHOLAS. et al. O envelhecimento. São Paulo: Experimento, 1996.

DEBERT, G.G.A. Reinvenção da Velhice: Socialização e Processos de Reprivatização do Envelhecimento. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2004.

FERREIRA, M.C. Cirurgia Estética-Avaliação de Resultados. Rev.Soc. Bras.Cir.Plàst. São Paulo, v.15,p.61-66,2000.

JOIA, L.C; RUIZ, T.; DONALISIO, M.R. Condições associadas ao grau de satisfação com a vida entre a população idosos. Ver. Saúde Pública, São Paulo, v.41, n.1,2007.

LEONARDI, G.R. Cosmetologia Aplicada.2 ed. São Paulo: Santa Isabel, 2008.

LIMA, M.P. Gerontologia educacional: uma pedagogia específica para o idoso-uma nova concepção de velhice. São Paulo, 2001.

MOLAVI, R.; ALAVI, M. M.; KESHVARI, M. Relationship between general health o folder health servisse users and their self-steem in Isfahan in 2014.Iranian Jour.of Nur.and Midwifery Res.v.20,n.6,p.717-722,ano 2012.

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